(Texto de reflexão para o III Encontro da Acção Monárquica, em Lisboa a 27MAR2010)
Numa análise objectiva sobre a questão monárquica deveremos distinguir dois aspectos distintos.
Primeiro, o de afirmar a Monarquia, como projecto actual e de futuro, como solução alternativa ao actual regime republicano.
Segundo a análise interna, de como poderemos evoluir de forma consistente e vencedora para atingir a influência social e política que credibilize e coloque na agenda política, o objectivo da reimplantação da monarquia em Portugal.
Façamos então uma análise objectiva.
É muito limitada, a actual capacidade de afirmação política dos monárquicos, na sociedade portuguesa.
Limitada, devido à dispersão dos monárquicos, que assim alimentam as suas dúvidas, também pela inconsistência, inconsequência e ausência de notoriedade da sua mensagem, decorrente ainda de uma péssima imagem pública, de uma liderança pouco afirmada e ainda de uma permanente animosidade entre monárquicos, decorrente de um conceito de justificação face à inércia e de sentimento de ameaça, face ao aparecimento de novos protagonismos mais dinâmicos.
De tudo isto resulta, uma enorme inibição e consequente desmotivação.
Mas sem dúvida muito interessante, é que mesmo perante uma situação de total inércia, todos temos a convicção, que o sentimento monárquico se mantém enraizado na sociedade e que existem muitos monárquicos, disponíveis para colaborarem numa luta vitoriosa.
O que falta então?
Uma liderança afirmada e forte.
Uma mensagem política consistente.
Uma atitude de credibilidade e empenhamento.
Uma imagem de vontade e de coerência.
O reconhecimento do que somos e de como estamos, permitirá encontrar o caminho a mudança. Esta é uma exigência de consciência de muitos monárquicos.
Esta postura de exigência monárquica é assim a primeira de todas as condições que podem levar a essa mudança indispensável.
Ter e assumir, um projecto político de alternativa, motivador e entusiasmante, é a condição seguinte, que estimule o sentimento unificador … Acreditar.
Um projecto político nacional, coerente e moderno, só será possível através de uma consistência e coerência doutrinária.
A sua divulgação e implantação na sociedade, dependerá da credibilidade, do seu discurso, dos seus agentes ou instrumentos, pessoas ou organizações e da atitude de liderança.
Sejamos então realistas e reconheçamos, que é preciso criar este projecto, consubstanciado num Movimento, que não existe, mas que é urgente e indispensável.
Nas suas premissas, estão os princípios da nossa motivação individual:
Acreditar; Convicção e Exigência; Coerência e Empenhamento.
A LIDERANÇA:
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Não é discutível a liderança de D. Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa.
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Aos membros da Casa Real Portuguesa é exigível, o protagonismo de referência, do projecto monárquico e do seu sentido político e social.
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Aos membros da Casa Real Portuguesa é exigível, a presença e a palavra, estímulo permanente da afectividade popular e da motivação patriótica.
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A afirmação e exercício da liderança, é condição essencial do projecto monárquico e determinante para a consistência de um Movimento Monárquico vitorioso.
MENSAGEM POLÍTICA E SOCIAL
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A mensagem deve ser prioritariamente afirmativa, como alternativa ao actual regime republicano.
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As análises comparativas entre regimes, devem ser complementares.
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As críticas oportunas e fundamentadas.
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A mensagem política, deve estar associada à definição objectiva das funções do Rei, como Chefe de Estado (Documento “ O Rei Moderno – Doutrina Monárquica), sendo a mais racional forma de organização política de um Estado de Direito e a melhor garantia de funcionamento institucional de uma democracia.
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A mensagem política, deve estar associada, ao território e aos recursos naturais, à sua preservação e à boa utilização das potencialidades existentes.
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A mensagem política, deve estar associada aos gravíssimos problemas da sociedade actual, com especial ênfase na Família, na formação e educação e na segurança.
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A mensagem política deve estar associada, à defesa da identidade de um povo, da sua cultura, tradições e costumes.
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A mensagem política deve estar associada, à defesa da soberania e da independência nacional.
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A mensagem política deve estar associada, às nossas potencialidades desprezadas, a lusofonia, a plataforma marítima continental e a nossa íntima ligação com os nossos emigrantes, num verdadeiro espírito de Nação, que consolide um verdadeiro projecto nacional.
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A mensagem política deve estar associada, à recuperação do orgulho nacional, de sermos herdeiros de um riquíssimo património, histórico, territorial, humano e cultural. Sendo este domínio afectivo, absolutamente determinante para a motivação colectiva e para a recuperação da existência dos desígnios nacionais.
Esta Mensagem política, representará um verdadeiro projecto alternativo, uma nova esperança para todos os portugueses, que responde na actualidade, ao descontentamento generalizado.
Será nessa capacidade de oferecermos a nova esperança e de recuperação do ânimo português, que surgirá naturalmente a necessidade do Movimento Monárquico Português, se organizar convenientemente, porque aos anseios e aos entusiasmos, terá de haver a resposta.
Não nos desgastemos em discussões de protagonismos, fixemo-nos na construção desta Mensagem política.
UMA ATITUDE DE CREDIBILIDADE E EMPENHAMENTO
O momento de consensualização e de afirmação desta Mensagem política, é precisamente este ano em que se comemora o centenário da implantação da República.
A Convenção Monárquica 2010.
Não se adultere este objectivo de unificar o sentimento e a ansiedade monárquica, com uma mensagem credível e coerente, através de designações que noutros momentos e noutros contextos, terão o seu cabimento.
Não é o momento de realização de Cortes, serão momentos prévios, Encontros, Jornadas ou outras formas de debate interno, não é suficiente fazer um Congresso, de apenas uma Organização.
É uma oportunidade histórica de consolidar a Mensagem Monárquica e de a apresentar a toda a sociedade portuguesa, consensualizando os monárquicos, num Objectivo que recupere Portugal.
Esta é uma responsabilidade ditada pelas consciências patrióticas e monárquicas, a que não se podem sobrepor os interesses das estruturas ou pessoais.
A Convenção Monárquica 2010, será o momento de consensualização da Mensagem política, da sua apresentação à sociedade portuguesa, do lançamento do Projecto Monárquico, do início da vaga de fundo que será protagonizada pelo povo português, a única forma consistente de alcançar a vitória, a recuperação do Reino de Portugal.
UMA IMAGEM DE VONTADE E COERÊNCIA
Unidos num objectivo comum; Unificados pela Casa Real Portuguesa; disponíveis para lutar por Portugal.
É no verdadeiro sentido histórico de Portugal, que se encontra na sociedade moderna, a resposta adequada, como garantia do seu futuro.
Nos liberi sumus; Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt…
Nós somos livres; nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram
A EXPRESSÂO DA VONTADE:
O sentido da Nação portuguesa nasceu da consciência da sua liberdade e na escolha de um Rei Livre, Herói, porque respondeu e fundou um Reino, onde nove séculos depois Homens e Mulheres livres, respondem ao mesmo anseio, voltando a escolher o Rei livre e independente que lhes restitua a liberdade.
A EXPRESSÂO DA COERÊNCIA:
Portugal de hoje asfixiado, pelo desrespeito do verdadeiro sentido de um Estado de direito e democrático, pela dominância dos interesses partidários e económicos, pela promiscuidade na defesa desses interesses, pela influência de estrangeiros, dominâncias obscuras, cedências inaceitáveis de soberania e de direitos, pela irresponsabilidade dos políticos, só pode ser recuperado através da sua Legitimidade histórica…
O Rei livre, independente e imparcial, nascido e educado para servir o seu povo, que é o exigente guardião dos seus valores e o mais empenhado motivador dos seus desígnios.
Rei Livre, que reconhece essa condição em todos e o direito de cada um de nós, de ser livre.
José J. Lima Monteiro Andrade
Por Portugal.
Pela Casa Real Portuguesa.
A Comissão Coordenadora da Acção Monárquica
III Encontro da Acção Monárquica – Lisboa
Inscrição e informações: luizandrino@gmail.com ou jjlm.andrade@gmail.com
Assine e divulgue a petição por uma Convenção Monárquica:
http://www.peticao.com.pt/convencao-monarquica

