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Arquivo de Maio, 2010

Dois irmãos sem-abrigo, que combateram em África, dormem todos os dias, há anos, numa das ruas mais movimentadas de Odivelas. Recusam-se a sair dali e sobrevivem da caridade de populares, que criticam a inoperância das entidades competentes.

De roupas velhas e sujas, cabelos e barbas longas e grisalhas, António, 61 anos, e José Aldeia Soares, 64, são um mistério para quem todos os dias os vê junto ao Centro Comercial Oceano, no centro de Odivelas. É ali que os dois irmãos dormem e passam os dias, rodeados de caixotes e outra “tralha” que vão recolhendo nos depósitos de lixo.

Com evidentes problemas psicológicos, quase não falam com ninguém mas, das poucas vezes que o fazem, a ideia que mais vezes expressam é de que “as pessoas são más, ralham e batem-nos”.

Só o comerciante António Agostinho, que, há dois anos, lhes leva diariamente comida quente, roupa e cobertores, conseguiu furar a barreira que os dois homens ergueram e ganhar-lhes confiança.

“Humilhação enorme”

“Venho ajudar e dar-lhes uma palavra amiga porque acho que viver assim é uma humilhação enorme”, explica António Agostinho, “Aos poucos, eles foram ganhando confiança comigo e agora pedem-me tudo o que precisam. Não aceitam comida de mais ninguém”, acrescenta. Depois de receber vários alertas da população, a Câmara de Odivelas passou a acompanhar o caso, assumindo como mediador António Agostinho, dada a sua proximidade aos dois sem-abrigo. A autarquia garante ter encetado já diversas diligências para ajudar a recuperar os dois homens, que terão passado pela busca, sem sucesso, de familiares em condições de ajudá-los e até pela disponibilização de uma casa pré-fabricada onde pudessem viver.

No entanto, garante a Câmara, os irmãos nunca se mostraram interessados.

António Agostinho, que até já visitou o pré-fabricado, acabou por renunciar ao papel de mediador, por considerar que a Câmara de Odivelas não tem feito tudo o que está ao seu alcance. “O contentor está num parque da Câmara. Nunca arranjaram terreno para ele”, alega o comerciante, com os olhos marejados de lágrimas, “Se estivesse aqui perto, eles não dormiam na rua”.

Também a Comunidade Vida e Paz já tentou intervir no caso. Um responsável da instituição e António Agostinho levaram os dois homens à Quinta do Espírito Santo, um centro de recuperação e reintegração em Sobral de Monte Agraço, onde vivem 65 antigos sem-abrigo, 20 dos quais ex-combatentes. Mas António e José Aldeia recusaram ficar lá e quiseram regressar às ruas de Odivelas.

O cenário de miséria choca os transeuntes e incomoda a população, obrigada a suportar um mau-cheiro intenso. Além de culparem as autoridades por nada fazerem, há quem acuse as pessoas que lhes dão comida de serem responsáveis pela continuidade dos irmãos naquele local.

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“Os políticos portugueses nada podem fazer senão esperar que a situação vá piorando”, escreve Simon Johnson.

Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, considera que Portugal, tal como a Grécia, “corre risco de falência económica” e é hoje um país mais arriscado que a Argentina de 2001.

Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, considera que Portugal, tal como a Grécia, “corre risco de falência económica” e é hoje um país mais arriscado que a Argentina falida de 2001.

“O próximo no radar é Portugal. Este país só não está no centro das atenções porque a Grécia caiu numa espiral descendente. Mas estão ambos perto de falência económica e parecem hoje bem mais arriscados do que a Argentina quando entrou em incumprimento, em 2001″, lê-se num artigo assinado em conjunto por Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, e Peter Boone, do ‘Center for Economic Performance’ do London School of Economics.

Para estes dois especialistas “nem os líderes da Grécia nem os de Portugal estão preparados para impor as políticas necessárias” e, no caso português, “não se está sequer a discutir cortes sérios”.

Certos de que as políticas projectadas são insuficientes, Simon Johnson e Peter Boone antecipam que “Portugal e Grécia vão ter níveis de desemprego elevadíssimos nos próximos anos” e afirmam que “Portugal está esperançado que poderá sair desta situação pelo crescimento, mas isso só poderia acontecer com um extraordinário boom económico”.

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O MAPA-MUNDI dos DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES,

NA PAREDE DA ENTRADA DO MUSEU DE MARINHA,

ENCONTRA-SE AGORA…

… NA IMINÊNCIA DE SER SACRIFICADO NO ALTAR DA GLOBALIZAÇÃO.

UMA MACHADADA NAS RAÍZES DA LUSA IDENTIDADE!

(Quando o servilismo ao estrangeiro namora com a traição à Pátria e a mediocridade se apoia na prepotência, temos todos os ingredientes para uma situação explosiva!)

Uma sabedoria antiga celta indica que:

“CONTRA A ESTUPIDEZ ATÉ OS DEUSES LUTAM EM VÃO!”

Uma sabedoria lusa, nas últimas décadas mais do que comprovada, indica que:

“POUCOS, SÃO MAIS PERIGOSOS DO QUE OS MEDÍOCRES COM RECEIO DE SEREM DESMASCARADOS COMO TAIS!”

Porém, já Frederico o Grande ensinou ao seu aluno e amigo, o nosso Conde de Lippe:

“Uma guerra apenas está ganha ou perdida no momento em que um dos lados desiste de lutar!”
Assim sendo, o recado é simples:

“QUEM NÃO QUISER PERDER A SUA IDENTIDADE TERÁ QUE A AFIRMAR!”

Desistir da luta pela defesa do acesso aos conhecimentos históricos de um povo, seria quebrar os laços com os seus antepassados.

Cada folha de uma árvore tem a sua razão de ser e tarefa a cumprir. Largar a ligação ao tronco, é deixar-se empurrar por ventos que levam ao triste fim do apodrecimento nalguma valeta!

Dá que pensar!

Dar cabo do Museu de Marinha faz parte do plano de dar cabo da lusa identidade.
Quando se ordenou substituir no ensino a era dos descobrimentos portugueses pela da expansão ibérica já se viu o mesmo rumo.
Foi curioso notar que os professores portugueses resolveram então esta ordem à maneira antiga. Simplesmente não fizeram caso e assim não pegou!
O ataque ao Museu de Marinha não é apenas outra explosão de megalomania e criação de ninho para mais ” boys”, mas uma ordem de abate a uma fonte de orgulho nacional.
As ordens superiores devem ser as da destruição de fontes do patriotismo.
Seres desenraizados submetem-se mais facilmente à escravatura global!

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Teve lugar hoje, 22 de Maio, pelas 13 horas, na Azambuja, o Encontro dos Libertados e Empenhados em Restaurar Portugal, conforme amplamente anunciado, e ao qual a Acção Monárquica se associou desde a primeira hora. Tratou-se de mais um marco na senda da luta dos portugueses pela recuperação de Portugal.

O evento, aberto a todos os portugueses e organizações cívicas e religiosas, empenhados em fazer prevalecer a identidade nacional, com os seus valores, princípios e dignidade de Portugal, contou com a presença de um leque de portugueses, que indignados com a actual situação política que se vive no país, se propõem promover acções de motivação e mobilização de todos os portugueses no sentido de restaurar Portugal, o Portuguesismo, a Família e a Fé.

No Encontro foi deliberado que o grupo, cujos membros se designam por Libertados, aprova a proposta apresentada como sua Carta de Compromisso e designam as suas intervenções como A Nova Cruzada, tendo o Santuário de Fátima como sede e reduto. Foi igualmente deliberado que as actividades do grupo se desenvolverão não só no meio informático (internet, FaceBook, Twitter, etc.), mas igualmente de modo pessoal e interventivo na sociedade. Como logotipo, foi escolhida a Cruz Templária com o escudo nacional sobreposto, pelo forte significado interventivo que essa Ordem teve no passado em Portugal.

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A Cruzada não é uma Revolta, mas sim uma luta consistente e determinada dos revoltados.

A Cruzada é uma luta pela reconquista dos valores e dos direitos.

A Cruzada não é a agitação social, nem sequer a sua promoção, é a mobilização das consciências e dos sentimentos, na afinidade do conceito maioritário da sociedade portuguesa.

A Cruzada visa a vitória de Portugal, do Portuguesismo, da Família e da Fé.

A Cruzada não é uma acção de grupos, de seitas, de partidos, de organizações, de instituições, mas de todos e de cada português, na defesa de Portugal, da sua Identidade, da sua Diferenciação, da sua Dignidade e dos seus Direitos como Nação.

A Cruzada tem como sede e reduto Fátima, pelo seu simbolismo milagroso e de Fé, onde o Líder espiritual veio depositar a Esperança e a Mensagem, que nos mobilizará para os desígnios que nos estão destinados.

A Cruzada é a motivação e mobilização, dos alheados, dos descontentes, dos desesperados, dos resignados, pela acção empenhada dos mais conscientes e determinados.

A Cruzada é a mobilização da Juventude Portuguesa, pela obrigação de lhes oferecer a melhor formação e pela sua consciencialização dos seus direitos e deveres, como forma de motivar a sua participação na construção do seu futuro.

A Cruzada é a recuperação do nobre sentido maternal das mulheres portuguesas e o enaltecimento dessa função maternal e do papel determinante e essencial na educação e formação.

A Cruzada é a comunhão do sentimento patriótico, com o sentido e postura de exigência, que associa todas as vontades e crenças, numa afinidade colectiva de Valores e de Direitos, que ditarão o verdadeiro movimento que fará ressuscitar a Alma do povo português e voltar a dar sentido a Portugal.

A Cruzada tem protagonistas e princípios, essa é a sua essência, a sua razão e a sua força:

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A liberdade de pensamento. Um dos mais graves bloqueios da sociedade portuguesa é a incapacidade de afirmação dos Homens e Mulheres livres. Toda a informação está condicionada através da premissa “politicamente correcto”, ou seja dos agentes da mensagem que defende a preservação do actual sistema político. A informação está absolutamente condicionada e é neutralizada a Ideia Nova, como uma das formas de manter a actual Oligarquia partidária. Um contra-senso sócio-político uma vez que a maioria da população não se revê nos actuais partidos políticos. A afirmação dos Homens e Mulheres livres é assim a única esperança de mudança e esta modernice do Facebook um dos mais importantes meios para o encontro dessa afinidade essencial.
Sobre o Laicismo de Portugal. É evidente que a sociedade portuguesa não é maioritariamente laica. É cristã e de tal forma convictamente cristã que apesar de todas as perseguições e tentativas de ataque a essa sua consistência se mantém como tal. O actual Estado não reconhece direitos fundamentais da sociedade e também das regiões e território, por isso é um Estado incapaz de representar o sentido de Portugal.

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Regressa generosidade

Nada pode ter mais valor

Do que servir por amor,

Movido pela generosidade.

Já não se sente esse sabor,

Renasce logo a ansiedade,

Foge de nós a confiança

Homens sem honra e rigor,

Levam-nos o amor e a esperança.

Volta amor e generosidade

Todos sentimos saudade

Voltem os Homens de qualidade

De honra e de compromisso

Essa portuguesa verticalidade

Voltem porque só isso,

Trará a alegria de novo à cidade.

Confiem neste nobre povo…

Generosos, voltem de novo…

Só vocês poderão salvar,

Uma gloriosa história, esquecida,

Uma Nação quase destruída,

Voltem, para que voltemos a Acreditar.

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A mata cavalos, os responsáveis dos países membros da União Europeia (UE), aprovaram no pretérito 9 de Maio, um Fundo de Estabilização do Euro, a que pretendem atribuir a bonita soma de 750 mil milhões de unidades daquela moeda. Este fundo destina-se, segundo as notícias, a poder ajudar países da zona euro em dificuldades económico/financeiras e deste modo acalmar os mercados internacionais (será que julgaram que a moeda estaria a salvo dos especuladores?). As bolsas – vá-se lá saber quem as controla e como – abriram logo a subir no dia imediato.

Dizem que este fundo será constituído por 250 mil milhões do FMI, 60 mil milhões dos cofres comunitários e 440 mil milhões dos estados membros.

Ou seja, como está tudo em dificuldades, vai-se pedir dinheiro emprestado ao inimigo, perdão ao FMI – o que parece ser já um sintoma de incapacidade – e depois aos mesmos de sempre, isto é, aos estados membros, ou seja aos contribuintes desses estados. Os muito ricos, estão sempre a salvo num qualquer paraíso fiscal – que todos os governos toleram – e quem provoca as crises, passa sempre incógnito no intervalo da chuva.

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Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: ‘Memórias de entre o cárcere e o cemitério’. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que ‘já sabiam’. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.

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A Raiz de Portugal

Portugal é um território onde foi plantada uma forte raiz.

Ventos gelados e as mais diversas intempéries,

Têm definhado o brotar da mais bela flor do mundo,

Uma forte raiz a quem se nega, o surgimento da arvore florida.

Muitos de nós nunca viram essa maravilhosa flor,

Nunca sentiram o seu perfume, nunca puderam apreciar a sua beleza.

Já muitos de nós dela não se lembram, já dela não falam a seus filhos.

Quem pode ter paixão pelo que se esquece e pelo que nunca sentiu?

Esta é a terrível arma do esquecimento, que impede a nossa paixão.

Uma violação da natureza, um pecado capital,

Traição dos insensíveis á beleza, ao sentimento, renegados sem coração.

Que renegam a si próprios a essência humana e obrigam outros a essa condição.

Traição ao humanismo, ao heroísmo dos antepassados e ao futuro dos seus filhos.

Vis traidores que apenas olham para seu umbigo asqueroso.

Ignorantes e pequenos, tão senhores do seu egoísmo, esqueceram-se de pensar.

A raiz é secular, é profunda e forte, foi plantada num solo sagrado.

Tão forte que bastará uma pequena clareira de sol aberto, para que o seu vigor se expresse.

Esse dia de Primavera chegará breve, bastará seu anúncio pelos que têm essa lembrança.

O povo está saturado do vento frio, das tormentas e anseia pelo sol.

Nesse dia todos jubilarão de alegria a ver a árvore a crescer e a ramificar.

O espanto daqueles que nunca a tinham visto, será transformado em sentimento,

Os que dela estavam esquecidos, reconhecerão a verdade dos convictos apaixonados.

Fugirão para longe para sempre desterrados os apátridas sem valor, nem sentimento.

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O facto de haver outras organizações monárquicas que se afirmam nos seus princípios como “oficiais” no quadro do actual sistema político, exige uma clarificação inequívoca da parte da Acção Monárquica.

Nada temos contra o facto de haver organizações monárquicas que defendem a via reformista do actual sistema político e a participação dos monárquicos na militância dos actuais partidos políticos dominantes da actual partidocracia.

Este caminho do reformismo é uma via em que não acreditamos, não criticamos os seus defensores, nem as organizações monárquicas que o defendem, mas da qual nos distanciamos claramente.

A Acção Monárquica defende um projecto monárquico alternativo ao regime republicano e ao actual sistema político. A nossa mensagem é dirigida para a mobilização de uma larga maioria dos portugueses descontentes, resignados ou revoltados, com a actual Oligarquia partidária e com o actual Regime republicano.

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O Silêncio

As palavras saem-me da alma,

Solto-as com força, boca para fora,

Encontram uma estranha calma,

Ninguém ri, ninguém fala, sequer chora.

Falo, escrevo e grito,

Assim hei-de continuar,

Falo e escrevo porque acredito,

O silêncio não me há-de calar.

Silencio maldito,

Que não sei interpretar.

Silêncio que me angustia,

Que não sei o quer dizer,

Se te ouvisse eu saberia,

Bem o que fazer.

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Um Major-General desiludido com esta república de 100 anos e com uma governação que define de “quadrilhocracia”:

…Manuel Alegre, durante a guerra do Ultramar e depois da sua FUGA, era locutor da rádio Argel, onde se congratulava pela morte de soldados portugueses…

A voz da Argélia, emissores criados por desertores que, através de infiltrados nas forças armadas, denunciavam as n/operações.

Muitas das emboscadas que sofremos, resultaram da TRAIÇÃO desses “grandes filhos da p.at“. Uma das vozes que se ouvia era a desse pulha, Pateta Alegre. Lembro-me que 48 horas após se ter instalado um posto de observação, um grupo de combate, um canhão, um radar no cimo do morro de Noqui, donde nós observávamos toda a movimentação de aproximadamente, 2.000 “turras” concentrados numa sanzala no outro lado da fronteira, ouviu-se a voz do Alegre (*) a denunciar a nossa posição. Andámos a levar “porrada” na estrada entre S.Salvador e Nóqui durante mais de 4 meses. Numa das viagens sofremos 9 ataques. Tudo por causa desse desertor e traidor.

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Minudências

Orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA para 2010

Caríssimos:

Atentem BEM no valor que o Bolso dos Portugueses terá de suportar para GARANTIR a existência e funcionamento (???) daquilo a que se chama ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

Seguem-se ALGUMAS das rubricas Existentes no Orçamento que acaba de ser publicado em Diário da República.

Caso queiram consultar essa peça MARAVILHOSA e de SONHO só terão de ir ao site http://WWW.dre.pt e acederem ao Diário da República nº 28 – I série datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

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Decorreu nos pretéritos dias 3 e 4 de Maio, na Gulbenkian, um colóquio sobre a envolvente externa que condicionou o eclodir das operações de guerrilha no Ultramar português e o ataque a Goa, Damão e Diu e que acompanhou o desenrolar do conflito nos anos 50, 60 e 70 do século XX.

No primeiro dia constava na lista de oradores o cidadão Manuel Alegre (MA), a que o panfleto que enunciava o programa tinha filantropicamente antecedido de um “Dr.”, título a que, em abono da verdade, o nosso poeta nunca reivindicou. A sua “oração” não tinha título, era anunciada apenas como “um depoimento”. Achei curioso e fui assistir.

O orador que acompanhava MA na erudição da sessão, era o embaixador Nunes Barata que me merece um comentário. O Sr. embaixador juntou um conjunto de factos irrefutáveis, fez uma análise bem estruturada mas tirou, creio, um conjunto de ilações erradas. É humano olhar para factos e intenções, cruzá-los e chegar-se a conclusões diferentes. Por isso o contraditório e o estudo imparcial das questões é tão importante. Quando a premência das decisões e a incerteza do amanhã, se abatem sobre as personalidades com as responsabilidades do momento, a análise é uma; quanto esta análise pode ser feita décadas depois, com tudo serenado e os arquivos disponíveis, a tarefa torna-se mais fácil.

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De todas as grandes obras públicas anunciadas a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid é a que mais se distância do interesse nacional.
Se o novo aeroporto poderá ser uma obra faseada e coincidente com a vocação nacional de ligação ao mundo, o TGV, apresenta-se como uma prioridade Castelhana de ligação ao Atlântico e do centralismo de Madrid, que nada tem a ver com o interesse estratégico nacional.
O TGV, é uma cedência aos interesses de Castela, é um avanço substancial na capitalidade ibérica de Madrid e simultaneamente um luxo absolutamente dispensável por todos os portugueses num momento de grandes dificuldades financeiras.
A assinatura apressada da adjudicação do TGV, representa uma afronta grave do governo à Assembleia da República e à democracia portuguesa, pois estava agendada uma sessão para debate desta matéria, que assim ficou sem sentido, retirando aos deputados a capacidade de intervenção e aos portugueses a apreciação das posições dos seus representantes.

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Patriotismo é o sentimento que nos voltará a reencontrar,
Que nos unificará pela paixão à nossa raiz, Portugal.
Portuguesismo é a expressão do nosso carácter colectivo.
A identidade de que nos orgulhamos.
Orgulho próprio que ressuscitará a nossa vontade e a nossa Alma.
O renascimento do sentimento patriótico,
A afirmação da nossa Identidade e diferenciação,
O orgulho e a honra que sentiremos,
Impulsionará a vontade dos descrentes, dos resignados e dos revoltados.

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Qualquer automobilista é responsabilizado por suas acções no trânsito.
Um restaurante é responsabilizado pelo que serve à mesa.
Um médico é responsabilizado pela sua conduta profissional.
Então, por que razão, nenhum político é responsabilizado pelos seus actos?
Instalou-se mundialmente um sistema de intocabilidade religiosa em dois meios fortemente interligados, que são o financeiro e o político.
O pior que pode acontecer a um financeiro ou a um político é não ser reeleito para o seu cargo. As desgraças que as suas actuações causam a tanta gente são consideradas irrelevantes.

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Ninguém tem dúvidas que o “Chairman” eleito pelos grandes accionistas (PSD e CDS) tem qualificação suficiente para ocupar o cargo de Presidente da Sociedade Anónima.
Professor formado nas mais prestigiadas Universidades Keynesianas, é a pessoa indicada para dirigir uma empresa inviabilizada pela sua crónica falta de competitividade.
Para o Chairman Cavaco Silva, homem de profunda presunção, nada disto será um problema, pois como “keynesiano convicto” a economia é uma ciência exacta e não há fórmula matemática que não resolva o problema mais bicudo.
Chegada a hora de escolher o Director Executivo, o Chairman teve de ceder a um outro grupo de grandes accionistas (PS) e simultaneamente apaziguando alguma instabilidade que os pequenos accionistas (Bloco e PCP) poderiam vir a causar.
O novo Director Executivo (Sócrates) escolhido, é um rapazola muito bem integrado na sociedade pós revolucionária, que através das “passagens administrativas” e outras facilidades, encontrou uma mina de credibilidade “ curricular”, que os trabalhadores não reconhecem, mas que satisfez a generalidade dos accionistas, também eles “novos-ricos”, compradores das acções a saldo, desta triste Sociedade Anónima.

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O verdadeiro sentido que motivou o aparecimento da Acção Monárquica, foi a afinidade de muitos portugueses, neste sentimento forte de convicção, de que é indispensável restaurar Portugal pela Monarquia.
Como os monárquicos estavam dispersos e pouco motivados, silenciados pela dominância política partidária, incapazes de colocarem na agenda política nacional um projecto monárquico como uma verdadeira mensagem de esperança para os portugueses, avançamos com esta nova ideia de intervenção monárquica, a que chamamos Acção Monárquica.
É preciso ter a coragem de questionar esta incapacidade de lutar por um ideal que consideramos urgente e decisivo para restaurar o sentido de Portugal, que garantirá o nosso futuro colectivo. É preciso analisar as verdadeiras razões desta debilidade monárquica e apresentar propostas que ultrapassem os bloqueios e originem as motivações e os entusiasmos.

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