A reimplantação da Monarquia e do Reino de Portugal é a restituição da Liberdade e da afirmação da sua Identidade ao povo português.
O projecto monárquico português, credível e entusiasmante só pode ser divulgado, através do discurso e da atitude, da recuperação da liberdade e representação democrática dos portugueses e da sociedade, na gestão do seu presente e na projecção do seu futuro.
O discurso monárquico terá de ser alternativo ao regime e ao actual sistema de oligarquia partidária, para ser motivante e de esperança perante a actual descrença e descontentamento.
Não é motivante o discurso da mudança da alínea b) do art.º 288 da Constituição.
Não é sequer motivante o discurso do referendo face ao Regime.
Não é motivante a apresentação das monarquias europeias como vantagem política.
Estou a falar da motivação da população portuguesa e não estou a ajuizar sobre as vantagens ou desvantagens sobre a divulgação dessas questões.
Estou a referir-me apenas à força e ao impacto desse discurso e não sobre a sua consistência.
O que importa no discurso político é a sua capacidade de entendimento ao maior número possível de portugueses, de mobilizar o interesse colectivo e o seu entusiasmo.
A receptividade dos portugueses perante a mensagem monárquica dependerá da capacidade de sermos capazes de lhes oferecer uma esperança que assegure o futuro e salvaguarde o seu sonho de liberdade, democracia e estabilidade.
Monarquia é Liberdade, o Rei é Livre e Livres seremos todos nós.
Nesta mensagem essencial da doutrina monárquica não pode haver qualquer indício de suspeição, colocada através de atitudes dos protagonistas da mensagem monárquica.

