Feeds:
Artigos
Comentários

Arquivos para Junho 11th, 2010

A cerimónia efectuada no passado dia 10 de Junho, por antigos combatentes das Forças Armadas Portuguesas, em Belém e no Mosteiro dos Jerónimos – e à qual infelizmente não me foi possível assistir –, foi bonita e extremamente significativa. Saúdo por isso os organizadores e intervenientes por esse acto de coragem e de lembrança de [...]

Ler o artigo completo »


Esta questão parcelar, no entanto, não nos deve afastar do problema essencial no que concerne às eleições presidenciais. O regime político republicano, que vigora no país há cerca de um século, tem-se mostrado, ao longo das suas três repúblicas – qual delas a pior –, manifestamente nefasto para a nossa identidade nacional. Em abono da verdade, cumpre-me referir que nesta República foram implementadas algumas medidas de carácter social, dirigidas ao encontro das necessidades das populações – que no entanto pecam em casos de injustiça resultantes do centralismo burocrático do Estado que penaliza os mais desfavorecidos e particularmente as populações do interior, que estranhamente (ou não) são discriminadas nos apoios então disponibilizados e arremessam Portugal também aqui e mais uma vez para o fundo da tabela europeia. Tem o país vindo a ser delapidado nas suas riquezas patrimoniais, quer territoriais, quer humanas, sendo que as últimas três décadas têm de longe sido as piores, por estarem agravadas pela agressiva ofensiva globalizadora a nível mundial, que tende a tolher as populações nas suas aspirações de liberdade e de soberania, amarrando-as a objectivos bem diversos dos seus próprios interesses e da sua independência.

A República na qual agora vivemos, encontra-se inteiramente dominada pelo partidismo, desde o mais alto magistrado da Nação até aos órgãos municipais – sendo por isso consensual chamar de oligarquia partidária –, que tem apegado a si, abastados grupos económico-financeiros e de variados interesses pessoais, pelo que tem mostrado uma irritante incapacidade de governar no interesse exclusivo da Nação. Não será novidade afirmar que existe a percepção de uma larga camada de portugueses, da urgente necessidade de alterar a estrutura do aparelho de Estado, de forma a reverter a situação absolutamente anómala em que nos encontramos. Enquanto alguns dos descontentes preconize substanciais alterações, mantendo no entanto o actual regime, parece-me que tal solução seria apenas provisória e não resolveria de forma satisfatória o grave problema nacional. A questão é por demais profunda e requer solução eficaz, sob pena de que a mudança resulte em que tudo permaneça igual. Como tal, parece-me que o mais verosímil será contestar o tipo de regime em vigor, dando um eficaz golpe às clientelas político-partidárias e reduzindo os partidos políticos ao papel que deverão ter na sociedade e no aparelho de Estado: a acção governativa, com instrumentos de controlo e responsabilização política e cívica uninominal dos respectivos intervenientes. Para a chefia do Estado, o mais alto magistrado da Nação, só poderá ser alguém que esteja absolutamente fora do quadro político-partidário, assim como inócuo à influência de quaisquer grupos de pressão, seja no domínio económico-financeiro ou de outros, para que possa gerir os destinos da Nação, tendo em conta ela própria e não interesses diversos.

Ler o artigo completo »

Perdemos a noção das proporções. Ainda há pouco profanavam o nome de Nun’Álvares na pessoa aliás simpática de Paiva Couceiro. Antes disso uns meliantes quaisquer pintaram o nome de Pombal nas democráticas costas de Costa.

Os nossos políticos não são gente. Nenhum deles mostra ter tido na sua vida uma daquelas crises espirituais donde se emerge talvez ferido para sempre, mas psiquicamente homem, personalidade espiritual.

São ateus pela mesma razão que o é um burro ou uma árvore. São portugueses porque, por desgraça nossa, nasceram adentro da nossa fronteira, oriundos de gente que assim tinha feito. Nenhuma consciência da Raça lhes acende um momento o olhar. São vazios e estúpidos. Só sabem comer e manobrar para comer.

A subserviência, a indisciplina, a desorganização dos homens; a desonestidade, a corrupção, a opressão dos processos governativos; a incúria com que fazem a educação como o fomento, o exército e a marinha como o comércio e a indústria – em que mudaram estas coisas, se não em refinarem, se não porque tudo piorou, pelo menos porque tudo progrediu, e onde o facto é o mal, progredir é piorar.

Ler o artigo completo »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.