Os primeiros episódios da mais recente novela – melhor seria referi-la como trama novelística que embora sendo uma redundância e significando exactamente a mesma coisa cria uma imagem mais forte e fiel do enredo alicerçado – no palco da promíscua comunicação-social partidarizada que temos (embora, convenientemente, não se note, convenhamos).
Trata-se, nem mais nem menos, do que mais uma enorme operação de marketing político posta à disposição de todo o eleitorado português, que pretende realçar os enormes benefícios inerentes ao regime republicano e democrático em que vivemos, tão “democrática” que permite a crítica e contestação política, com natural, e óbvio, predomínio da formação político-partidária que logrou colocar-se no poder, ao que parece de modo ad-eternus, embora claro está através de processo “claramente democrático”.

