As palavras saem-me da alma,
Solto-as com força, boca para fora,
Encontram uma estranha calma,
Ninguém ri, ninguém fala, sequer chora.
Falo, escrevo e grito,
Assim hei-de continuar,
Falo e escrevo porque acredito,
O silêncio não me há-de calar.
Silencio maldito,
Que não sei interpretar.
Silêncio que me angustia,
Que não sei o quer dizer,
Se te ouvisse eu saberia,
Bem o que fazer.

