Quando hoje liguei o rádio do carro para ouvir as notícias das 14 horas na antena 1, fui confrontada com um programa, ao que parece diário, e que tem por objectivo ajudar os portugueses a comemorar o centenário da República.
Falava-se, nessa altura de Guerra Junqueiro que classificavam como poeta da República e nessa parte do programa referia o magnífico poema sobre a Pátria.
Recordei então as inúmeras vezes em que, já nesta III República, se desceu a Avenida da Liberdade no dia 1 de Dezembro, clamando como Junqueiro: “Pátria não morrerás!”.
A Pátria estava realmente em perigo e hoje, por motivos bem diferentes, também está em perigo. Só que os perigos de hoje estão camuflados, não são tão evidentes, mas a Pátria, como tal, está de novo, realmente, em perigo. Em perigo de perda da identidade nacional!
É pois bom recordar Junqueiro, o seu conceito de Pátria, hoje substituído por País e nem sequer Nação, e, sobretudo, o seu grito de alma “Pátria não morrerás!”

