Restauração, Reimplantação, Transição para a Monarquia, são as expressões mais usadas para definir uma vontade. Mas nem todas têm o mesmo sentido.
Restauração assume o carácter de ruptura, revolução ou golpe, a que se associa a instabilidade.
Reimplantação é muito mais neutra, também mais ambígua, pois não identifica minimamente a forma como se poderá alcançar.
Transição é esclarecedora quanto à forma, pois identifica-se como um caminho de influência política, que permita alterações constitucionais, que venham a possibilitar a monarquia.
Três palavras, três formas distintas de analisar o actual momento político nacional, de enquadrar a convicção monárquica com a ideologia política e de assumir a militância monárquica.
Há assim uma diferenciação entre os monárquicos, que defendem a Monarquia Constitucional e Democrática, como também relativamente a outros que defendem formas mais Tradicionalistas de Monarquia.
Temos referido por diversas vezes, que não faz sentido fazer apelos falsos à unidade monárquica.
Existe uma muito natural diferenciação monárquica, quanto ao caminho para alcançar a monarquia e certamente também haverá, quanto à sua constitucionalização após a sua implantação.
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